Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas D. António Taipa - Freamunde - agrupdmpv@gmail.com
5 de março de 2021
4 de março de 2021
História de um gato e de um rato que se tornaram amigos – Luis Sepúlveda
Baseado num episódio da vida de um dos filhos de Luis Sepúlveda, a História de um gato e de um rato que se tornaram amigos oferece-nos uma vez mais uma fábula singela e divertida sobre o verdadeiro valor da amizade.
3 de março de 2021
O camelo curioso
- Mãe, tenho estado aqui a pensar nestas bossas que temos nas nossas costas. Porque é que só nós, é que temos isto? Não vejo bossas nos outros animais.
A mãe do Camelo pequeno sorriu e explicou ao seu filho curioso:
- Isto acontece, porque somos animais do deserto e, no deserto, quase não existe água. Esta bossa armazena a água que o nosso corpo vai buscar, sempre que precisa dela.
O pequeno Camelo ficou calado a pensar no que a mãe lhe tinha dito e quis esclarecer mais uma dúvida:
- Mão, e porque é que temos pernas tão compridas e patas tão redondas? Não são nada bonitas!
Novamente, a mãe explicou muito bem aquilo que ele queria saber:
- Estas pernas e estas patas têm uma razão de ser. No deserto, é difícil andar na areia tão quente. Com estas pernas e estas patas, controlamos melhor o nosso andar e não nos afundamos na areia. Assim, conseguimos andar pelo deserto melhor do que qualquer animal.
O pequeno Camelo percebeu tudo o que a mãe lhe tinha dito, mas a sua curiosidade ainda não tinha terminado e, quis esclarecer, mais outra dúvida que tinha na cabeça:
- Percebi, mãe, mas explica-me outra coisa: por que razão são as nossas pestanas tão compridas? Às vezes nem vejo bem, com elas em frente aos olhos. Incomodam-me!
- Meu filho tão curioso, que quer saber tudo. Estas pestanas são extremamente importantes. Elas formam uma barreira protetora para os nossos olhos, sempre que sopram ventos fortes no deserto. Os ventos trazem a areia quente do deserto e se ela te entrar nos olhos, não consegues ver por onde andas e podes ficar magoado – explicou, pacientemente a mãe do pequeno Camelo.
- Percebo o que queres dizer – afirmou o pequeno Camelo, que ainda estava curioso – a bossa armazena a água, porque há pouca água no deserto, as pernas altas e as patas redondas ajudam-nos a andar na areia do deserto e as pestanas grandes protegem-nos dos ventos fortes do deserto. Pronto, já percebi.
Porém, o pequeno camelo continuava pensativo. A mãe quis saber o que é que ainda o preocupava e perguntou-lhe:
- Queres saber mais alguma coisa, meu filho curioso?
- Não entendo, mãe. Somos como somos, por causa do deserto. Então, o que é que estamos a fazer aqui num Jardim Zoológico?
Priya Sharma
(traduzido e adaptado por Diana Felizardo)
2 de março de 2021
1 de março de 2021
26 de fevereiro de 2021
Concurso Nacional de Leitura - Alunos Apurados
ALUNOS APURADOS PARA A FASE INTERMUNICIPAL DO CNL
Temos o prazer de informar que os seguintes alunos, do nosso agrupamento de escolas, ficaram apurados para a Fase Intermunicipal do Concurso Nacional de Leitura, a realizar em Cinfães no dia 22 de abril de 2021:
- Joana Carneiro, 1º CEB.
- Leandro Meireles , 2º CEB.
- Rita Machado, 3º CEB.
Queremos dar os parabéns a todos os participantes pelo meritório desempenho na Fase Municipal deste concurso e congratular os três alunos, acima mencionados, pelo apuramento para a próxima fase.
Ler não é uma competição.
É um exercício de prazer,
de aprendizagem,
para soltar a imaginação!
25 de fevereiro de 2021
O urso dos Himalaias de Marta Millà
Nos cumes nevados dos Himalaias, no
Nepal, nasceu há muito tempo um urso de pelagem azul, patas e garras prateadas
e olhos vermelho-rubi. Levava uma vida solitária e tranquila. Durante o
inverno, dormia profundamente na sua confortável caverna e, quando chegava a
primavera, a natureza brindava-o com um sortido de framboesas, bagas goji e outras
plantas frescas. Em contrapartida, no outono, comia bolotas, nozes e castanhas
que recolhia das árvores. Era um urso tão extraordinário que os reis haviam
oferecido grandes recompensas a quem conseguisse capturá-lo.
Certo dia de inverno, um intrépido
caçador saiu à procura do urso azul, mas, a meio do caminho, surpreendido por
uma tempestade de neve muito forte, perdeu-se no bosque.
Depois de andar durante muito tempo
e vendo que não encontrava o caminho de volta, começou a gritar:
— Socorro, socorro, socorro!
Aqueles gritos desesperados
acordaram o urso azul do seu sono de hibernação. O sofrimento daquele homem
tocou-lhe o coração. Um pouco estremunhado, saiu da caverna, foi buscá-lo,
encontrando-o meio enterrado na neve a ponto de morrer congelado.
Agarrou-o com as suas patas
prateadas, levou-o para a caverna e envolveu-o com os seus braços grandes e
peludos para lhe dar calor.
Aquele abraço cálido reanimou o
homem que, abrindo os olhos, se assustou.
Mas o urso, olhando-o com ternura,
sorriu-lhe e disse:
— Quando te sentires melhor,
poderás regressar a casa, mas tens de me prometer que não dirás a ninguém onde
vivo.
— Prometo! — respondeu o caçador.
Mas, enquanto descia a montanha, o
desejo de riqueza voltou a surgir na sua mente e, ao chegar à cidade, foi a
correr contar ao rei.
No dia seguinte, um grupo de
caçadores da casa real dirigiu-se às montanhas para capturar o urso azul. O que
fizeram sem demoras.
Quando, finalmente, ficou diante do
rei, o urso azul declarou:
— Majestade, fui traído. Salvei a
vida do caçador e, em troca, pedi-lhe que não revelasse a ninguém onde ficava a
minha caverna. Mas, por culpa do ouro, faltou à sua palavra, e isso irá fazê-lo
infeliz. Lamento muito.
O rei ficou comovido com as
palavras do urso.
— Tragam-me o caçador
imediatamente! — ordenou.
E a guarda real apressou-se a
trazer o caçador à presença do rei.
— Caçador, salvei-te a vida quando
estavas a ponto de morrer de frio e, em troca, prometeste que me protegerias.
Lembras-te? — perguntou o urso.
O caçador, virando-lhe as costas
com desprezo, dirigiu-se ao rei:
— Majestade, aqui tendes o urso que
queríeis. Sabe falar, mas não passa de uma besta. Podeis matá-lo, tirar-lhe a
pele e comer a sua carne. Creio, pois, que mereço receber a minha recompensa.
O rei e o urso olharam-se, olhos
nos olhos.
— Majestade — disse o urso —,
podeis castigar este homem se achardes conveniente mas, peço-vos, não o mateis.
Depois de um prolongado silêncio, o
rei tomou uma coroa de flores e, pendurando-a ao pescoço do urso, disse:
— Agradeço-te por me teres mostrado
o caminho da generosidade.
E, dirigindo-se à corte, ordenou:
— Libertem o urso azul e
escoltem-no, com todas as honras, de volta às montanhas onde vive. E, no que se
refere a este caçador, expulsai-o imediatamente das nossas terras.
Deixo-lhe a vida, que vale mais do
que todo o ouro do mundo.
Escoltado pelos soldados do rei, o
urso azul regressou às montanhas dos Himalaias onde viveu em paz e liberdade
até ao fim dos seus dias.
Conta a lenda que este urso foi visto por alguns monges do Tibete durante os seus longos retiros nas montanhas dos Himalaias, mas que isso aconteceu há muitos, muitos anos...
Marta Millà
Jataka: seis cuentos budistas
Barcelona: Fragmenta, 2017
(Tradução e adaptação)
24 de fevereiro de 2021
O lobo que queria ter uma namorada de Orianne Lallemand e Éléonore Thuillier
Para os mais pequeninos...




